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A Lição do Hallyu Korean Fest: Curitiba e a Força da Sua Onda

Uma reflexão sobre o impacto, os desafios e o futuro dos grandes eventos de cultura coreana na cidade.

@hallyucuritiba

O fim de semana do primeiro Hallyu Korean Fest em Curitiba deveria ter sido uma celebração unânime. E, em muitos aspectos, foi. No entanto, para milhares de pessoas, a festa veio acompanhada de um sentimento agridoce: filas intermináveis, espaços intransitáveis e a frustração de não conseguir aproveitar o evento como se sonhava.

A conclusão é inevitável: os organizadores miraram em uma feira de bairro e acertaram em uma metrópole cultural. A infraestrutura, mesmo com esforço, não acompanhou a dimensão do sucesso.

Essa força não deveria ser surpresa. Vivemos em um mundo pós-"Parasita" e pós-"Squid Game", onde shows de K-pop se esgotam em minutos. A Onda Coreana não é mais um nicho; é um fenômeno consolidado que movimenta legiões de fãs.

O ecossistema Hallyu em Curitiba já pulsa de forma vibrante há anos. A cidade sedia eventos de cultura pop que atraem dezenas de milhares por edição, com o K-pop sendo uma de suas vertentes de destaque. A demanda por experiências Hallyu é diária e massiva.

A verdade é que os idealizadores do festival, mesmo com a melhor das intenções, erraram na pesquisa. Planejaram uma "feira de quarta" e encontraram o equivalente ao bairro da Liberdade em São Paulo num sábado de sol.

É neste ponto que a crítica precisa ser equilibrada com um sincero agradecimento. Tirar um evento dessa magnitude do papel é um ato de coragem. Aos idealizadores e a todos os envolvidos que, mesmo diante de desafios imensos, entregaram um festival que a cidade esperava há anos: nosso muito obrigado.

Que esta primeira edição sirva de lição. A comunidade Hallyu não é invisível; ela consome, engaja e precisa de espaços que a respeitem. Curitiba está no mapa da Hallyu. Agora, só falta a estrutura nos alcançar.

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